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terça-feira, 16 de março de 2010

ADRIANO; AMOR E DEDICAÇÃOAO FRIBURGUENSE EM MAIS DE 12 ANOS DE DEDICAÇÃO

Goleiro que completa 41 anos no próximo domingo, 7, se prepara para deixar os gramados após o Estadual e conta ao AVS um pouco de sua trajetória no futebol

              Na primeira rodada do Campeonato Carioca de 2009, os milhões de flamenguistas espalhados por todo o Brasil não imaginavam que seria tão difícil soltar o grito de gol. Em pleno Maracanã, em jogo transmitido ao vivo pela TV aberta, um verdadeiro paredão salvou o Friburguense de levar uma goleada. Adriano Silva Francisco mostrou que mesmo com 40 anos é capaz de realizar defesas e ter a agilidade em baixo das traves como um goleiro com a metade de sua idade. Além disto, calou os críticos que apontavam que a passagem pelo Rubro-Negro, no início da carreira, influenciaria na partida, “esperava há muito tempo um jogo contra o Flamengo. Muitos, inclusive até aqui em Nova Friburgo mesmo falavam que não podiam escalar um goleiro flamenguista. Diziam que eu não ia me esforçar ao máximo. Ouvi de muitos tricolores, vascaínos e botafoguenses que eu só jogava bem contra o time deles. E naquele jogo eu provei que sou profissional e acima de tudo, um apaixonado pelo Friburguense.”
          Adriano começou a carreira no Serrano de Petrópolis, sua terra natal. Em 1988, justamente em uma partida contra o Tricolor da Serra, no Estádio Eduardo Guinle, se destacou e chamou a atenção de olheiros do time que torcia na infância. “fiquei sete anos no Flamengo. Fui campeão da Copa São Paulo de Juniores em 1990, em um time que tinha Marcelinho Carioca, Júnior Baiano, Paulo Nunes, entre outros. Em 1992, era o reserva do Gilmar na conquista do pentacampeonato brasileiro. Tive a oportunidade de jogar com muita gente boa. Entre eles o maior atacante que já vi jogar: Romário.”
      Mesmo tendo enfrentado artilheiros como Túlio Maravilha e Ronaldo, ele afirma que dentro da área ninguém foi tão genial quanto o baixinho. "ele chegou após ter sido campeão do mundo pela seleção, eleito melhor jogador do mundo pela FIFA. Veio do Barcelona, onde era ídolo. Era muito quieto, ficava sempre na dele. Muita gente achava ele arrogante, metido, mas sempre me respeitou, já me elogiou diversas vezes. Até mesmo anos depois, quando éramos adversários ele sempre fez questão de falar comigo. Sempre me respeitou muito.”
        E falando em respeito, Adriano afirma ter a noção do carinho que as pessoas tem por ele , “sou bastante reconhecido. Principalmente após o jogo contra o Flamengo. Ali quem não me conhecia ainda ficou sabendo sobre mim. Onde jogo o pessoal me elogia. Teve até um jogo contra o Vasco, em pleno São Januário, que os torcedores me aplaudiram. Um deles chegou para mim e falou que eu sou um exemplo para a garotada que está começando. Isto é muito gratificante.”
                  Galinho como ídolo e a chegada ao Frisão
         Quem acompanhou o futebol na década de 80, independentemente do time que torce, ao eleger os grandes jogadores que viu jogar, certamente não irá deixar de citar o maior camisa 10 que já passou pela Gávea. Sua genialidade com a bola nos pés, a incrível precisão nos passes e nas cobranças de faltas, além da forma como se dedicava serviu como fonte de inspiração para diversos jogadores. " mesmo sendo goleiro, o meu ídolo sempre foi o Zico. Quem o viu jogar não tem como não admirá-lo. Tive o prazer de jogar a sua despedida. Esse jogo, a estréia do Romário pelo Flamengo, e a minha estréia pelo Friburguense foram as partidas que mais me marcaram.”
         Durante a passagem pelo clube carioca, Adriano foi emprestado para o Americano de Campos e para o Itaperuna. Em 1996, assinou com o América/RJ. No ano seguinte foi para o Nordeste, defender o Vitória/BA. Em dezembro de 1997, o goleiro, então com 28 anos, chegou ao Friburguense, recém promovido à Série A. Em sua primeira competição foi campeão da seletiva do Carioca.
       Após passar rapidamente pelo Bahia no segundo semestre, estava de volta à Nova Friburgo para jogar novamente o Estadual. A intenção era retomar a boa forma e ajudar o Frisão a realizar uma boa campanha. “o Júlio Galvão, preparador de goleiros, chegou para mim e perguntou: Adriano, quer arrebentar este ano? Eu disseque sim. Então fizemos um esquema forte de preparação. Chegamos a treinar até no Carnaval. Olhavam para a gente e diziam que éramos malucos.” O resultado do esforço foi a quarta colocação no Campeonato Carioca de 1999, melhor resultado já alcançado pelo clube.
       Outro Júlio, o Marinho, técnico do Friburguense neste ano, além do ex-goleiro e também preparador Cantarelli são os treinadores que mais lhe marcaram em sua carreira. “o Júlio Marinho foi quem me levou para o Vitória, além de ter feito questão de me manter aqui. Já o Cantarelli sempre me apoiou muito. Chegou até a me emprestar um dinheiro para comprar minha casa.”
                     Incentivo da família e a fase mais difícil da carreira
    Como a maioria dos jogadores, Adriano também teve dificuldades financeiras na infância que quase o fizeram desistir da profissão. No entanto encontrou apoio na família para continuar. “nunca passei necessidade. O problema, é que na época era raro um clube que pagasse, ou desse ao menos uma ajuda de custo às categorias de base. Hoje isto é muito mais comum. Tudo que eu conquistei devo agradecer em primeiro lugar à minha mãe. Perdi a conta de quantas vezes ela fez um serviço extra para conseguir dinheiro para me manter no futebol.” – e completa dizendo de onde surgiu a paixão por jogar no gol – “Via meu tio agarrar na várzea e pensava que um dia seria como ele.”
Após o sucesso em 1999, o goleiro ainda saiu e voltou ao Friburguense diversas vezes. Isto se deve ao fato de nem sempre o clube ter participado de competições no segundo semestre e, consequentemente, ter desfeito o plantel. Ele passou pelo CRB/AL, retornou ao América/RJ, foi para a Cabofriense onde conquistou a Série B do Carioca em 2002. Em 2005, se sagrou campeão da Taça Guanabara pelo Volta Redonda e no ano seguinte foi titular da equipe que avançou até as quartas de final da Copa do Brasil. Defendeu ainda o Olaria, onde conquistou a Seletiva do Estadual em 2006. Em 2007 o desafio era promover o Duque de Caxias a Primeira Divisão. Objetivo novamente alcançado.
         No entanto, este mesmo ano ficou marcado pela sua lesão mais grave. Em um jogo pelo Friburguense contra o Nova Iguaçu, Adriano recebeu uma pancada forte na altura do olho esquerdo. Resultado: perda de 80% da visão. “pensei que fosse ficar cego, que nunca mais ia poder voltar a jogar.”
    E segundo ele, graças às amizades que cultivou no clube foi possível dar a volta por cima, além da responsabilidade do departamento de futebol. “o que o Ziquinha fez por mim não tenho nem palavras para descrever. Ele abriu as portas da dele para eu me recuperar. Fiquei lá um tempo. Como não conseguia me auto medicar, ele acordava toda madrugada para me aplicar o colírio. O clube me deu toda a assistência também. Se o Friburguense está há 12 anos na Série A é graças ao Siqueirinha (José Eduardo Siqueira – gerente de futebol)” – emociona-se
     Embora tenha recuperado quase totalmente a visão, a volta aos gramados foi difícil. A insegurança era muito grande, além da desconfiança de parte dos torcedores. “só superei o problema quando comecei a fechar o gol. Em um jogo peguei dois pênaltis contra o Volta Redonda. Ali eu percebi que era psicológico.”
                  A identificação com o clube e os projetos futuros
     Após defender o Nova Iguaçu em 2008, Adriano retornou ao Friburguense para a disputa do Campeonato Carioca. A equipe fez uma campanha irregular e se savou do rebaixamento apenas nas últimas rodadas. “foi uma fase terrível. Não conseguia sair de casa. Quando os resultados em campo são negativos ou falho em algum gol, nem durmo direito à noite. Felizmente nos recuperamos a tempo e ainda conquistamos a Taça João Elis Filho. Ver o clube rebaixado seria uma das minhas maiores tristezas. Não gosto nem de imaginar” - a final foi disputada contra o Tigres, no Maracanã, e a vitória veio nos pênaltis.
        Depois de tantos jogos e inúmeras histórias no clube, o carinho prevalece em todos os momentos. Mesmo quando não está jogando, a intenção é contribuir, independente da forma que for. “se for melhor para o time eu ficar no banco, sem problemas. Em 1998, o Friburguense não tinha esta visibilidade que tem hoje. Mas atletas como eu, Sérgio Gomes, Cadão, Eduardo, Ziquinha e Bidú acreditamos no projeto e estamos aqui até hoje. No entanto uma hora todos vão encerrar as suas carreiras. O Eduardo já parou. Eu sou o próximo. É preciso ter mais jogadores identificados como a gente.”
       Após a aposentadoria, Adriano revela que pretende passar a sua experiência para os jogadores das divisões de base. No entanto, uma possibilidade que não surgiu durante a carreira pode vir a se tornar real. “pretendo passar a minha experiência para esta garotada que está aí. Quero morar em Nova Friburgo. Minha casa é aqui. Posso dizer que sou um cidadão friburguense. Apesar disto, defendi um clube do exterior e o Neneca (ex-jogador) me procurou e quer me levar para os Emirados Árabes para ser o preparador de goeiros do time dele lá. Com certeza seria algo interessante também.”
             Simples na fala e no modo de ser, por onde passou Adriano deixou amigos e boas referências. Acompanhá-lo rapidamente em uma visita ao vestiário dos juvenis e pelos corredores do Estádio Eduardo Guinle percebe-se rapidamente a admiração que todos tem por ele. Perguntado se espera receber homenagens após a aposentadoria, responde que não. O jeito pacato e humilde o acompanha até nos momentos de folga onde procura ouvir o seu pagode e conversar com os amigos. “eu sempre afirmo: o importante é ser verdadeiro e cultivar as boas amizades. Neste clube eu me sinto em casa. Já recusei propostas melhores financeiramente para poder continuar aqui. Vou parar no fim do campeonato mas vou continuar acompanhando ajudando e torcendo pelo Frisão.”
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ISS: guia para pagamento agora
pode ser retirada na internet

        Os contribuintes do Imposto sobre Serviços (ISS fixo) para profissionais autônomos e uniprofissionais não precisam mais se dirigir à Secretaria Municipal de Fazenda, na Prefeitura de Nova Friburgo, para retirar as guias de pagamento do tributo. A partir desta segunda-feira, 15, os boletos para quitação na rede bancária poderão ser emitidos através da internet. Para isso, os contribuintes deverão acessar a página da Prefeitura no endereço www.pmnf.rj.gov.br e clicar no link ISS/IPTU. Com o procedimento eletrônico, a Secretaria de Fazenda espera facilitar o dia-a-dia dos contribuintes que não mais precisarão ter que se deslocar à Prefeitura e, às vezes, até enfrentar filas para retirar as guias para pagamento.
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