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terça-feira, 30 de novembro de 2010

The Day After
          De nada adianta a guerra contra o tráfico se a população continuar sem trabalho, com fome, sem escola, sem hospital digno e toda infra estrutura que o Estado tem obrigação de oferecer á população. Sim porque as autoridades só sobem o moro em período eleitoral quando vão pedir votos, inclusive de traficantes e pessoas envolvidas com outros cami9nhos que não são os normais.
         A imprensa mostrou e não foi uma só vez, valas negras a céu aberto em vários dos locais onde a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) agiu no Rio de Janeiro, e o pior, valas abertas por traficantes para impedir o acesso da polícia carioca. Crianças nas ruas sem um local apropriado para brincar, idosos necessitando médico e com dificuldade para se locomover.
         A própria Carta Magna do país diz logo nos primeiros capítulos que todo brasileiro tem direito à liberdade e condições de vida digna e o Estado do Rio que não é diferente do Brasil a muito tempo vem falhando nesse sentido.
         Há 20 anos o então Ministro da Defesa ofereceu ao Governo do Rio de Janeiro um plano de ação social que iria solucionar o problema das favelas cariocas que naquele momento estavam caindo nas mãos do crime organizado.
         Nada foi feito e hoje, 20 anos depois estamos presenciando essa ação toda atrasada e que tenta coibir um mal que deveria ser cortado na raiz.
          Não adianta fazer todo esse esforço, inclusive mobilizando as Forças Armadas se não houver continuidade. Quando elas deixarem o Complexo do Alemão, quem vai garantir a integridade física dos moradores? Qual a perspectiva de vida daquela população a pós o “ Day After “ dessa operação?
         Já que começou tem que agir com rigor mas também e principalmente passar pelo Vidigal, Rocinha, Borel, mangueira, Macacos, Resende, Petrópolis, Campos, Volta Redonda, Cabo Frio, Nova Friburgo e outros lugares onde o tráfico é a lei.
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Brasileirão regionalizado
       Já faz algum tempo as reclamações sobre a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro fazem parte da pauta de jornalistas, dirigentes, torcedores, treinadores e etc. Os milhares de treinadores espalhados pelo continente que é o Brasil sempre arranjam um modelo diferente, de acordo com o pensamento próprio e para facilitar seu clube do coração.
       Durante muito tempo a CBF manipulou a competição aumentando anualmente o número de componentes, reformulou regulamentos a seu bel prazer e tudo mais. Na década de 70/80 o Brasileirão chegou a ter 96 clubes, enxertado de times sem expressão mas para favorecer políticos em período eleitoral, em contrapartida, ganhavam algumas benesses pessoais.
     Houve um período em que a tabela mudava constantemente antes de ser elaborada e até durante a competição para favorecer interesses pessoais.
       Desde que começou a fórmula atual com pontos corridos, por determinação da Fifa é proibido mudar fórmula, tabela e regulamento aleatoriamente, ou seja, qualquer mudança tem que ser implantada com carência de dois anos.
        Para praticamente 80% dos torcedores o atual modelo é o ideal para o Brasil e até grande parte dos dirigentes de clubes e federações, mas esta semana já foi levantada a hipótese de mudança, e duas são as alegações dos autores do pedido de mudança: 1° - clubes copeiros e que estavam sempre nas primeiras posições estão sendo prejudicados e times sem expressão se destacam; 2° - financeiramente os clubes estão em situação de risco com contratos de jogadores, folha salarial e outras despesas.
       Com isso, já começou a surgir os novos modelos de campeonato e já tem gente dizendo que o melhor seria 1º turno com pontos corridos em ida/ volta e 10 clubes na semifinais jogando entre si, classificando quatro, depois dois para os dois jogos decisivos.
          Como todo brasileiro, torcedor e envolvido na modalidade há mais de 20 anos, por conta da profissão, também tenho a minha fórmula. Um campeonato brasileiro regionalizado com clubes jogando entre si, da seguinte forma:
REGIÃO SUDESTE: 20 clubes classificando 4: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Guarani, Ponte Preta, São Caetano, Bragantino, Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo, América (RJ), Bangu, Duque de Caxias, Atlético, Cruzeiro, Ipatinga, América (MG).
REGIÃO SUL: 14 clubes, classificando 03: Internacional, Grêmio, Juventude, Joinvile, Avaí, Figueirense, Coritiba, Paraná, Atlético (PR), Caxias, Criciúma, Londrina, Brasil de Pelotas, Operário (PR).
REGIOÃO CENTRO OESTE: 10 clubes, classificando 03: Goiás, Atlérico (GO), Brasil, Taguatinga, Vila Nova, Gama, Anapolina, Operário,. Serra, Guará.
REGIÃO NORTE/NORDESTE: 20 clubes classificando 4: Bahia, Vitória, Sport, Náutico, Santa Cruz, Ceará, Fortaleza, Remo, América (RN), Riber, Paissandu, Moto Clube, ABC,. Treze, Botafogo (PB), CRB, CSA, Rio Branco (ES), River (PI).
        Desta forma sobram 14 clubes que jogam entre si em ida e volta, classificam oito para as semifinais, quatro para as quartas de final e os dois melhores classificados fazem a final em dois jogos.
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