DERROTASN IRRECUPERÁVEIS
Nos últimos 10 anos o esporte friburguense colecionou vitórias, destaques internacionais, mas também uma quantidade muito grande de perdas irreparáveis, tanto na esfera individual de talentos, como material e até mesmo praças esportivas, que um fizeram a história da Suíça Brasileira.
O exemplo mais recente é o Estádio Raul Sertã do Nova Friburgo Futebol clube que no início do ano foi arrendado para uma empresa de estacionamento. O campo do Friburgo que um dia abrigou jogos da seleção brasileira de futebol, ídolos como: Garrincha, Tomirez, Zico, Roberto Dinamite, Nilton Santos e muitos outros hoje serve de espaço para os proprietários de automóveis estacionarem. ´
É triste, passar diante do portão da rua José Eugênio Muller e ver que aquele gramado que outrora era disputado por grandes equipes, hoje mais parece um pasto mal aparado.
Mas é mais triste ainda, saber que enquanto tem gente querendo trazer braço das Olimpíadas de 2016 para Nova Friburgo apenas para afagar seus egos e passar para a história como heróis, as praças esportivas da cidade estão abandonadas.
São ao todo nove ginásios e ao mesmo tempo nenhum, porque a dificuldade para se conseguir espaço para os eventos da cidade são cada vez maiores, os boicotes aos organizadores de eventos são incontáveis, a má vontade e a perseguição de algumas autoridades com quem faz esporte de graça é nítida, visível e rigorosamente antipática.
Os ginásios públicos municipais: Alberto da Rosa Pinheiro em Conselheiro Paulino, Duas Pedras, Adhemar Francisco Combat em Olaria, são patrimônio de uma minoria privilegiada que monopoliza o local.
O Ginásio Esportivo Frederico Sichel, já faz algum tempo se transformou num elefante azul, cheio de goteiras, monopólio pessoas inescrupulosas, precisando ser repintado e tudo mais. É verdade que em virtude do seu tamanho é difícil sua lotação, mas é o único com estrutura profissional e que só não faz parte do projeto da Confederação Brasileira de Vôlei em transforma-lo na capital nacional do Vôlei porque nossas autoridades não pensam no esporte friburguense.
Os ginásios Paulo Cesar Marra de Moraes (Pauloca) do Nova Friburgo Country Clube, Padre Zegrí do Colégio Nossa Senhora das Mercês: Santa Paula Frassineti do Colégio Nossa Senhora das Mercês são propriedade particular e por isso não são obrigados a serem cedidos, mas mesmo assim, sempre que possível, são acionados e cedidos para eventos esportivos, justamente porque seus dirigentes são sensíveis com a comunidade esportiva.
Já o Ginásio Helena Deccache do Friburguense tem sido válvula de escape para eventos de grande porte, mas a diretoria do clube cobra pelo aluguel, justamente porque o clube tem várias despesas com sua abertura.
Sobra a principal praça esportiva do centro da cidade, o Ginásio Celso Peçanha que depois de um período servindo apenas para os alunos do IENF, foi devolvido à comunidade pela professora Claudia Ribeiro Katrib Seixas (diretora) que como pouco tempo de gestão á frente do colégio, tem demonstrado seu amor pelo esporte da cidade. Por isso está fazendo parcerias com as entidades que querem usa-lo com a condição de ajudar com algum material necessário, limpeza, e etc. Uma idéia brilhante, pois as parcerias são muito louváveis. E a idéia tem dado certo pois para este resto de ano de 2010 não há mais datas na agenda. E é desta forma que está funcionando, pois à medida que o usuário colabora na sua manutenção, sua responsabilidade em preserva-lo aumenta e aqueles que gostam de destruir pensam duas vezes. De parabéns a Claudia pela iniciativa.
A verdade é que não adianta olimpíadas na cidade se as praças esportivas são deficientes. É louvável lotar o motódromo de conquista com 40 mil pessoas mas ao mesmo tempo é triste saber o campeonato municipal de Motocross sucumbiu em 1998 os pilotos tiveram que ir para outras cidades. Não adianta trazer a seleção brasileira de vôlei ou basquete para treinar aqui se as duas modalidades acabaram. Se o sonho de um garoto adolescente que gosta de basquete é um dia vestir a camisa do principal time da cidade, nesse caso o Country Clube que hoje vive a duras penas tentando se reerguer,depois de disputar os campeonatos estadual e brasileiro.
O sonho de todo garoto que gosta de futebol é um dia vestir a camisa do Friburguense, principal clube da região, que depois de 12 anos foi rebaixado á segunda divisão, vitima de uma política errada de contratação de jogadores, sem planejamento e fechado na sua clausura de dirigentes egocêntricos que não enxergam diante de seus olhos a solução para os problemas.
Neste momento em que a cidade assiste aos Jogos Universitários Friburguenses (JUNFRI), temos que abraçar os estudantes Felipe Malhard, Pedro Gripp, Pedro Assumpção e Rafael Py que esqueceram a família, o trabalho e as aulas da faculdade para se transformaram em pedreiros, faxineiros, marceneiros, e etc.., trabalhando duro para deixar o Ginásio Celso Peçanha em perfeitas condições para os jogos.
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