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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Seleção carioca 65 anos ganha
o Campeonato Brasileiro
        A seleção Carioca de Basquetebol, categoria 65 anos ganhou o XXVI Campeonato Brasileiro disputado no final da semana passada em Foz do Iguaçu (PR). A competição contou com mais de mil atletas divididos a partir de 30 anos em categorias de 5 em 5 anos. Entre atletas e familiares a cidade de Foz do Iguaçú contou com mais de duas mil pessoas. A confraternização pela conquista do título da categoria será neste domingo no Rio de Janeiro.
       Foi uma semana inteira de jogos e o Estado do Rio de Janeiro foi campeão geral e ganhou a maioria dos troféus, principalmente a categoria feminina que ganhou todas.
           O time carioca de 65 anos foi composto com os seguintes atletas: Lebian e Franco da Argentina, Travaglini, Jimmy, Jaime, Paulista, Paraná, Tony Ventura, Jurandir e Newton Baptista. O detalhe deste time é que o jogador Paulista é bicampeão mundial do campeonato de 1961. O XXVII campeonato será em 2011 na cidade de São Luiz no Maranhão.
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e mudar de hábito
          As reclamações da falta de apoio no esporte friburguense já se tornaram rotina nas rodas de conversa, reuniões e encontros esportivos da cidade. Na última Assembléia Geral do Conselho Municipal de Esportes, novamente ouvimos que o empresariado não apoio, que o esporte da cidade precisa mudar, que as modalidades estão acabando, que as quadras estão abandonas, que os campos de pelada estão deixando de existir, que os ginásios estão fechados, e etc. Tudo isso é verdade, mas não podemos ficar colocando culpa nas entidades responsáveis pelo desporto municipal.
           Naquele momento, várias foram as vozes que disseram que a Secretaria Municipal de Esportes apóia pouco e que a Liga Fribuguense de Desportos não funciona. Mas ninguém aponta o motivo. O presidente do Conselho de Esportes, José Tadeu Costa, disse que a função do conselho é fiscalizatória.
           Também foi citado as duas ou três reuniões específicas na Câmara Municipal e que até hoje nada foi resolvido. Issoé mais do que evidente, a Câmara não tem poder de realização, mas sim de aprovação de verbas.
          Outro assunto que constantemente é colocado em pauta é o abandono das quadras construídas no governo passado e a maioria dos ginásios esportivos fechados.
           Até aí, nada de novidade, tudo isso é real, está acontecendo de verdade e alguém precisa tomar uma atitude, mas este alguém são os próprios desportistas, começando dos três órgãos que comandam a modalidade: Secretaria Municipal, Liga de Desportos e Conselho Municipal. Está na hora de esquecer as picuinhas e diferenças e se unir em prol de Nova Friburgo, do esporte friburguense que a cada ano revela valores de nível internacional em diversas modalidades. Talentos que lutam individualmente, viajando às vezes apenas com o dinheiro da passagem, passam fome para conquistar troféus e medalhas, e quando retornam à cidade aparecem os inúmeros “pais das crianças”, para as fotos dos jornais e câmeras de televisão.
              A cidade tem 10 ginásios e com belíssima estrutura para grandes eventos, 05 particulares: Colégio Canadá, Colégio Anchieta, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora das Mercês e Friburguense, particulares e que não tem obrigação de cede-los, mas mesmo assim, seus dirigentes nunca negam; 04 públicos: José Alberto Pinheiro (Conselheiro Paulino), Duas Pedras, Adhemar Francisco Combat (Olaria) e Celso Peçanha (centro da cidade), a exceção do Celso Peçanha, os outros não estão sendo bem aproveitados; além disso, o maior da cidade, o Ginásio Esportivo Frederico Sichel, do Sesi se tornou um elefante azul, sem utilidade, porque está mal administrado e a esperança de todos os desportistas é que a nova gerente do Sesi, Kátia Pólo que é uma pessoa de diálogo, empreendedora e dinâmica, possa mudar esse quadro.
            No que se refere aos bairros o governo anterior construiu 19 quadras em diversos bairros, que estão também todas abandonadas, entregue a desocupados, sem segurança e sem vigilância.
               Se tudo isso está acontecendo e Nova Friburgo que já pólo de uma região hoje se limita a pequenos eventos e a capacidade individualista de alguns desportistas, é porque a política esportiva da cidade, está totalmente errada. Temos que esquecer as vaidades e trabalhar por Nova Friburgo. Esquecer as diferenças com o presidente da Liga e investir na entidade para que ela possa voltar a organizar os campeonatos e revelar valores; deixar de lado alguma antipatia que se tenha pelo atual Secretário de Esportes e ajuda-lo nesse trabalho de recuperação do esporte; esquecer a vaidade pessoal e ao invés de integrar o conselho de esportes para ter o nome relacionado na imprensa, atuar verdadeiramente como órgão fiscalizador e cobrar da Liga, Secretaria, Governo, Câmara, empresariado, uma ação efetiva.
            O maior desejo de uma criança que gosta de basquete é um dia vestir a camisa do Nova Friburgo Country Clube e desde que assumiu o presidente Antonio Baptista Filho tem travado sozinho uma batalha para recuperar o basquete da cidade que acabou há dois anos, desempregando profissionais e deixando órfãos inúmeros meninos e meninas: da mesma forma o vôlei, futsal, handebol, e outras modalidades que um dia, foram destaque da cidade, hoje estão empobrecidos de tudo, principalmente de apoio.
     Finalizando, é preciso uma mudança de hábito, uma tomada de atitude enérgica, juntos, atletas, organizadores, empresários, e autoridades constituídas. Se unir por Nova Friburgo e acabar com esse discurso da boca pra fora que o esporte acabou. Se acabou, a culpa e de todos. Amanhã vamos abordar o futebol de campo.

É hora de tomar atitude

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