Papel de bôbo
A cena se repetiu novamente. Toda vez que o Brasil não chega a uma final da Copa do Mundo os jogadores fogem da imprensa, saem pela porta dos fundos. Neste 2010 não foi diferente, centenas de torcedores se aglomeraram nos aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo para ver seus ídolos e eles fugiram, não apareceram. Exemplo diferente deu o povo argentino que superlotou o aeroporto de Buenos Aires para receber Maradona e seus jogadores. Tudo isso é retrato de uma seleção convocada com os “amiguinhos” do treinador, sem um ídolo, sem identidade com o nosso país, porque quase que 90% dos jogadores não atuam no Brasil e estão mais preocupados com seus clubes, a chuteira que vão vendem o contrato com o patrocinador, e etc.
A era Dunga acabou como começou, da pior forma possível, porque inclusive o treinador se negou a dar entrevistas quando chegou. O presidente Ricardo Teixeira não se pronunciou até agora e continua na África para a final do mundial, mas já se sabe que ele está negociando para que o árbitro Carlos Eugênio Simon apite a final do mundial.
Isso é uma vergonha, porque somente agora apareceram os motivos da desclassificação. Robinho concedeu entrevista para uma rádio de Santos e disse que o treinador Dunga perseguia alguns jogadores; foi descoberto que Jorginho levou toda sua família para a África e proibiu a visita dos familaires dos jogadores; o médico José Luiz Runco disse que Kalá só tinha 80% de chance de jogar e vai por aí afora.
A verdade é que esta seleção nunca impressionou. Os erros começaram desde a contratação de Dunga que com o tempo foi se mostrando uma pessoas insuportável. O fato deles fugirem da imprensa e torcedores no aeroporto, retrata claramente que faltou homens de coragem no grupo, um líder, uma pessoa para manter o padrão de qualidade que o time brasileiro sempre teve. Com isso, quem foi esperar jogadores fez papel de bôbo, perdeu a viagem como definiu bem o jornalista Quartarolo da Rádio Bandeirantes de São Paulo, “ saímos de casa madrugada a dentro para fazer papel de bôbo, fomos driblados solenemente por um grupo que não tem identidade”, finalizou
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De quem é a vez Paulo
De quem é a vez Paulo
Autuori ou Ricardo Gomes
As especulações em torno do novo treinador da Seleção Brasileira, começaram logo após a derrota para a Holanda Sexta-feira passada. Menos de 3 minutos depois do final do jogo, os boateiros de plantão já começaram contratar o novo comandante do time brasileiro. Surgiram então os nomes de Luiz Felipe Scolari. Que acaba de retornar ao Palmeiras, Wanderley Luxemburgo (Atlético Mineiro), Mano Menezes (Corinthians), Muricy Ramalho (Fluminense) e muitos outros. Enquanto isso quem deveria se manifestar, se calou permitindo uma série de fofócas, nesse caso o presidente Ricardo Teixeira.
Dois dias depois, na tarde de domingo é que o mandatário do futebol brasileiro através de nota, informou a demissão do técnico Dunga e toda comissão técnica. E o pensamento da CBF é bem diferente dos especuladores. Comenta-se nos bastidores que o presidente Ricardo Teixeira já teria feito contatos com Ricardo Gomes (São Paulo) e Paulo Autuori (Al-Rayyan Katar).
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Começa nesta terça o 21º
Encontro Sesc de Dança
Leonardo Lima
De hoje até sábado, o amantes da dança têm a oportunidade de acompanhar uma série de espetáculos promovidos por diversos grupos e ainda participar de oficinas de reciclagem com professores renomados. Haverá também atividades voltadas para o público infantil. Nesta terça, às 20h, haverá apresentação do H3 - Cia. Dança de Rua de Niterói. Neste trabalho o coreógrafo Bruno Beltrão continua a pesquisa iniciada com H2 sobre a técnica do hip-hop e suas interseções com a cena moderna. No palco, nove bailarinos se alternam em solos, duos e trios que discutem os fundamentos do estilo, reinventando o vocabulário e abrindo espaço para novas questões da dança contemporânea.
Já amanhã, às 18h, Rodrigo Cunha e Rodrigo Cruz apresentam a atração teatral “Dúplice”, onde a trama se desenrola sustentada pela cumplicidade e diálogo corporal num jogo rítmico, físico e sonoro. Este trabalho recebeu o prêmio de Melhor Espetáculo no Festival Internacional Artes Cênicas Goiânia em Cena. Também nesta quarta, às 20h, o grupo Laso Cia. de Dança promove espetáculo “O que nos move”, que observa a experiência do desejo e seu inicial estado de inalteração, seu contraponto da libertação e alienação.
Na quinta-feira, “Mundo Perfumado” do Grupo de Dança 1º Ato é atração, às 20h. Na peça, o corpo do bailarino é ao mesmo tempo o meio e a mensagem, não tendo regras, nem linearidade. Coreografia e música se completam em um universo pulsante criado pela vontade de dizer, dançar e encontrar respostas para as dúvidas de hoje e sempre. Já na sexta, a partir das 19h, haverá mostra de academia de dança, com 34 grupos de Nova Friburgo, Cordeiro, Teresópolis, Macaé, Cachoeiras de Macacu, São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro.
Finalizando as atividades, no sábado haverá o espetáculo infantil “Quandro crescer eu quero ser...”, às 16h. Nesta dança-teatro, há uma crítica divertida e um alerta para os caminhos traçados em busca de idealizações. Já às 20h, o Ballet Jovem Plácio das Artes se apresenta em um projeto que valoriza o protagonismo juvenil no setor artístico-cultural mineiro. Neste programa o grupo reúne três trabalhos coreográficos de seu repertório: Lungo, Impromptu e Contracapa.
Oficinas – De 7 a 10, das 9h às 10h30, haverá Oficina de Ballet com a diretora artística e maitre da Escola de Dança Arte em Movimento, Letícia Infante. Na sexta-feira e no sábado, às 9h, Márcio Cunha ensina dança contemporânea para crianças de sete a dez anos por meio de jogos e brincadeiras. Outra atração é a oficina moderna de jazz com, Soraya Bastos, de hoje até sábado, das 10h30 às 12h.
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