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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Acesso ao Catarcione só poderá ser feito pela pista de sentido Paissandu
                                       Henrique Amorim
      Provavelmente ainda este mês a Autarquia Municipal de Trânsito de Nova Friburgo (Autran) vai impedir que os motoristas que se dirigem aos bairros Parque Santa Eliza e Catarcione se arrisquem ao terem que cruzar a Avenida Emil Cleff, no bairro Ypu, próximo ao posto de combustíveis Boa Viagem, para poderem acessar a Avenida Antônio Lopes Sertã. O acesso onde costumam acontecer acidentes será fechado com uma mureta de concreto e quem quiser acessar a Avenida Antônio Lopes Sertã deverá seguir pela Avenida Emil Cleff (sentido Ponte da Saudade) até a ponte em frente a fábrica Ypu, onde será construído um recuo a direita para os motoristas que forem retornar pela pista de sentido Paissandu possam aguardar o momento oportuno para fazerem o cruzamento com maior segurança. Não há previsão, porém, de instalação de um sinal de trânsito naquele trecho.
       “Do jeito que o acesso ao Catarcione é feito atualmente o risco de acidentes no local é muito grande. É um absurdo carros, ônibus e caminhões terem que parar a esquerda numa pista de grande movimento para poderem cruzar a pista de sentido contrário num trecho onda não há sequer um sinal de trânsito”, observa o superintendente da Autran, Vanor Breder Pacheco, o Vanozinho. Ele destaca ainda que vem sendo desenvolvido um estudo técnico com vistas a eliminação do maior número possível de cruzamentos no eixo rodoviário de Nova Friburgo a fim de permitir melhor fluidez no tráfego intenso, principalmente nos horários de rush.
                   Quem passa sempre por ali para acessar os bairros Parque Santa Eliza e Catarcione aprova o fechamento do cruzamento. “Já presenciei muitas colisões aqui, pois nem sempre os motoristas que param neste trecho para acessar a Avenida Antônio Lopes Sertã esperam o melhor momento e arrancam em meio ao tráfego muitas vezes intenso da pista de sentido Paissandu da Avenida Emil Cleff”, comenta Elias Barbosa Mafort, 64 anos, que costuma fazer caminhadas pelo local e já testemunhou alguns acidentes.
              O aposentado Manoel Martins de Aguiar, 72 anos, mora nas imediações e sempre que retorna do centro da cidade para casa de carro prefere seguir pela Avenida Coronel Zamith até a ponte da fábrica Ypu e de lá acessar a Emil Cleff já no sentido Paissandu. “Demoro alguns minutos a mais, mas vale a pena. É a minha vida que fica em risco se eu optar por aquele cruzamento assassino”, disse ele, satisfeito ao ser informado pela reportagem  da decisão da Autran em fechar o cruzamento. “Já passou da hora das autoridades terem atentado para esse enorme perigo. Os motoristas agradecem”, emendou ele.
     O vendedor Marcos Moreira Sauerbronn, 29 anos, costuma passar sempre pelo cruzamento toda vez que vai de carro visitar a mãe no condomínio Serra Ville e admite que acessar a Antônio Lopes Sertã cruzando a Emil Cleff é um grande risco. “A pista da Avenida Emil Cleff no sentido Centro naquele trecho é uma descida e os veículos circulam por ali em disparada. Às vezes temos que sair do cruzamento arrancando bruscamente. É um grande risco. Retornar na ponte pode ser mesmo a melhor saída”, acredita o rapaz.

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