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domingo, 4 de julho de 2010

Hora de repensar o futebol brasileiro
        Agora é pra valer. Quem vencer vai para finalíssima domingo,  11 às 15h30 no Estádio Soccer City em Johanesburgo e quem perder disputa o 3º lugar, sábado, 10, 15h30 no Estádio Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth. Todos os indícios apontam para uma final entre Alemanha e Espanha e com a Alemanha tetra campeão, pelos menos os especialistas apontam para isso, mas futebol se ganha dentro das quatro linhas e o Uruguai está animado com sua participação depois de 40 anos.
       A verdade é que o sonho de ter uma Copa América nas finas do mundial acabou e a fase decisiva da Copa terá três europeus (Alemanha, Holanda e Espanha) e um sul americano (Uruguai) que pode surpreender. Isso vem provar mais ainda que o nosso continente precisa rever seus conceitos, aprimorar o futebol jogado aqui, pagar melhor seus profissionais para que não tenhamos que estar constantemente reforçando os times de Portugal, Alemanha Espanha, Itália França e etc e quando chega a Copa eles retornam contundidos, sem preparo físico e passam uma falsa imagem para o torcedor brasileiro.
                Tudo está adiado para 2014, quando queremos ganhar o hexa, mas não é tão fácil assim. Precisamos de um treinador honesto, de pulso, que vá trabalhar com amor à camisa e não com privilégios e convocando seus amiguinhos e hoje no momento, somente um nome tem essas características: Luiz Felipe Scolari que está retornando ao Palmeiras. Caso contrário dois outros nomes poderiam ser testados: Mano Menezes e Muricy Ramalho
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Critério na hora de convocar é a
solução para a seleção brasileira
                      Na edição de sábado, perguntamos. Quem é o culpado e fomos criticados por algumas pessoas que pensam com a alcunha de torcedor, deixam a razão de lado e analisam com o coração e esquecem que a seleção não é um leilão de amigos. Quando dissemos quem é o culpado é porque, certamente não é hora de caça as bruxas, nem crucificar quem quer que seja, mas pensamos em mostrar friamente, ao nosso leitor os motivos da nossa desclassificação.
               O choro de Dunga na entrada das equipes em campo sexta-feira, nada mais foi do que o desespero de treinador amedrontado com a possibilidade de revés numa partida importantíssima para a nossa seleção. Foi linda a campanha de paz nos estádios e contra o racismo antes de cada jogo da fase semifinal e final, mas isso deveria ser explicado ao Felipe Melo. De nada adiantou Bronckorst da Holanda e Lucio do Brasil usar o microfone pedindo pás e não ao racismo se dentro de campo tinha um jogador totalmente inexperiente.
         O Brasil repetiu todos os erros de 1974 quando foi eliminado também nas quartas de final pela mesma Holanda, Robinho totalmente descontrolado destilando um dicionário de palavrão qu não é a solução para seu desespero, Kaká fora de condicionamento físico enganando que estava tudo bem, Luis Fabiano, apagado, sumido do jogo e Lucio jogando sozinho. Isso tudo já foi dito, talvez pela imprensa do mundo inteiro, mas é bom que se ressalte esses detalhes para que eles não se repitam.
             Felipe Melo, como dizemos antigos, foi aquela vaca arisca que dá mil litros de leite e depois da um coice no balde. Desperdiçou a única chance que lhe fora dada e fechou seu ciclo na seleção, mas culpa também de Dunga que quis pagar para ver e acabou vendo seu pupilo dar a reposta da por maneira possível.
            O técnico Dunga não pode ser culpado sozinho pelo fracasso de 2010, mas tem no nosso entender 50% de responsabilidade, porque manteve um grupo inexperiente, sem um ídolo mais antigo que pudesse comandar o TIM dentro de campo, porque Lúcio é ótimo, mas não tem carisma de liderança, a equipe não teve um homem de ligação e Brasil inteiro pediu Ronaldinho Gaucho, Neymar e Ganso, mas a teimosia de Dunga como bom gaucho que é, falou mais alto. Além disso, passou o tempo todo brigando com a imprensa e se esqueceu que tinha responsabilidade com uma equipe frágil, tomar muito cuidado com os adversários que vinham pela frente, muito mais técnicos que na primeira fase e uma Holanda invicta há 23 jogos, ávida por um título, primeiro país europeu a se classificar para a Copa da África, com futebol veloz e competitivo e eficiente e esporte, principalmente o futebol é isso, eficiência, que o Brasil não teve no principal jogo da competição.
           A própria imprensa estava mais preocupada em fazer chacota com os adversários do que informar os detalhes da nossa seleção e neste exemplo; o comentarista Neto (Band), o convidado especial do Band Mania (Vampeta), Galvão Bueno (Globo) e José Trajano (ESPN) extrapolaram. Vampeta inclusive chegou ao cúmulo de dizer que futebol é esporte para macho e não para moças e que não tem sentido concertar o grupo 51 dias, se esquecendo que todas as outras delegações fizeram a mesma coisa. Além disso, abusou de brincadeiras irritantes como na véspera do jogo de posse de um algüidar com água, guiné, arruda, búzios e tudo mais, com gozação coma umbanda, “ vamos amarrar a Holanda, Com essas três espertadas nesse vudú aqui, vamos parar Roben, paralisar as mãos do goleiro Stekelenburg e não permitir as jogadas de Sneijder;” afirmou Vampeta. E foi justamente Sneijder que fez o segundo gol da laranja mecânica. Uma cena ridícula e total falta de respeito com uma crença apreciada por grande parcela da população brasileira.
             Uma coisa nos serve de alento. Por ser o país sede o Brasil não passará pelas eliminatórias e isso não deve ser motivo de relaxamento, mas o exemplo da Alemanha deve ser seguido não convocar nenhum jogador que não joga dentro do Brasil. Nosso país é um continente que tem condições de organizar quatro ou cinco seleções se quiser, sem precisar dos jogadores que vão para a Europa e na Copa não rendem o esperado e frustram a torcida. Isso já aconteceu em 1998, 2006 e se repetiu agora.

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