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sexta-feira, 9 de abril de 2010

S.O.S. NITEROI

Nova Friburgo mobilizada para
ajudar desabrigados de Niterói

        O espírito de solidariedade que já é peculiar aos friburguenses tomou conta da cidade de Nova Friburgo, que está mobilizada para ajudar os desabrigados de Niterói. Na manhã desta sexta-feira foi formada a Rede Social Solidária (RSS). Que está arrecadando donativos para as mais de 3 mil famílias atingidas. São centenas de mortos e milhares de desabrigados.
        As prioridades são: água potável, alimentos não perecíveis (macarrão, arroz, feijão etc), leite em caixinha ou em pó; alimentos prontos (bolachas, biscoitos, barras de cereais; latas de sardinha, carne enlatada e salsicha; material de higiene pessoal, como escovas e pasta de dente, sabonetes, absorventes femininos e fraldas descartáveis; material de limpeza; roupas, cobertores, colchonetes, travesseiros, lençóis etc.
        Até o momento em Nova Friburgo os postos de coleta são: Câmara Municipal de Nova Friburgo, Conseg, Rotary Clube de Nova Friburgo, Adis. As coletas de donativos específicos são no:
Colégio Nossa Senhora das Dores: água mineral
Colégio Anchieta: feijão
Educandário Miosótis: arroz
Externato Santa Ignez: sal e açúcar
Colégio D. Pedro I: leite
Escola Espaço Livre: macarrão;
Colégio Nossa Senhora das Graças: produtos de higiene pessoal;
Escola Fribourg: papel higiênico;
Colégio Modelo: arroz e feijão.
      As igrejas da cidade também estão recolhendo donativos e os católicos ou não católicos podem se dirigir a Catedral São João Batista (centro), Paróquia São Francisco de Assis (centro), Paróquia Nossa Senhora das Graças (Olaria), paróquia São Cristóvão Martir (Muri)
    Todo material será enviado para a Arquidiocese de Niterói e o contato direto pode ser feito através do Portal da Cidadania pelo telefone: 0800.022.22.41
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Aprovado, crematório pode ser a solução para falta de vagas nos cemitérios
Renda obtida com empreendimento da Igreja Luterana vai custear Lar do Idoso
                Henrique Amorim

           Provavelmente até maio do ano que vem Nova Friburgo terá um crematório para incineração de corpos, restos mortais e membros humanos amputados em cirurgias hospitalares. O empreendimento será construído pela igreja evangélica Luterana em estilo germânico numa área de aproximadamente 200 metros quadrados no cemitério luterano Jardim da Paz, no Paissandú. Na semana passada a Câmara dos Vereadores deu parecer favorável, em primeira discussão, ao projeto de construção do crematório friburguense que será o segundo do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente a cremação de corpos no estado é feita apenas pela Santa Casa de Misericórdia, no cemitério do Cajú, na capital e a procura por esse tipo de procedimento cresceu 60% nos últimos oito anos.
         O presidente da Comunidade Evangélica Luterana de Nova Friburgo, Áureo Luiz de Azevedo Góes, acredita ainda que o crematório, que terá capacidade inicial para até dez incinerações por dia, vai colaborar para reduzir o impacto da falta de vagas atualmente nos 13 cemitérios de Nova Friburgo, inclusive no luterano que dispõe de 400 jazigos perpétuos e não tem vagas para aluguéis de túmulos. Hoje, o principal cemitério do município, o São João Batista, no Centro, por exemplo, está superlotado e não tem como ser expandido. “Nos cemitérios Trilha do Céu e de São Pedro da Serra, ainda será possível criar mais de 300 vagas com a aquisição de terrenos vizinhos, o que reduzirá essa falta de vagas por algum tempo”, observa o administrador de cinco cemitérios municipais, Gerson Pinheiro Geraldes.
        Com a inauguração do crematório, a Igreja Luterana pretende por em prática um projeto social antigo: o Lar do Idoso que contará com 150 chalés de 36 metros, cada, com quartos individuais. A inciativa pretende dar amparo e assistência social aos vovôs e vovós. O complexo será construído num terreno no Cônego que será doado por um dos membros da igreja. Todas as despesas com a administração do Lar do Idoso serão custeadas com parte da arrecadação do crematório.
        Áureo Góes destaca ainda algumas vantagens da cremação de corpos, prática que substitui atualmente cerca de 60% dos sepultamentos na França, como a higienização de todo o procedimento sem odor e a não contaminação dos lençóis freáticos (águas subterrâneas). A cremação em Nova Friburgo será feita num forno a gás e com a duração média de duas horas e meia. A incineração, porém, não poderá ser acompanhada por familiares ou amigos dos falecidos, cujos corpos poderão ser velados numa capela anexa ao crematório.
       “Após uma cerimônia religiosa de despedida do ente querido, o caixão será colocado numa tábua e descerá automaticamente a outro compartimento não podendo mais ser visto. O corpo, então, será conduzido em seguida por uma esteira até o forno”, enumera Áureo Góes, lembrando que no exterior já existem até caixões fabricados com material de fácil combustão e consequentemente mais baratos. As cinzas resultantes da incineração dos corpos, roupas e dos caixões de madeira poderão ser entregues às famílias dos falecidos em urnas menores que uma caixa de sapatos ou sepultadas nos cemitérios.
             A cremação em Friburgo deverá ter o mesmo custo que um funeral comum e sem a despesa com o translado até o crematório do Cajú que hoje custa cerca de R$ 400. No Rio, uma cremação custa hoje aproximadamente R$ 900. Só não poderão ser cremados corpos de pessoas vítimas de assassinatos ou de mortes suspeitas, já que a justiça poderá decidir posteriormente pela exumação das ossadas para investigações. Para ser cremado, o cidadão deverá manifestar sua vontade registrando-a em cartório. Não basta a comunicação deste desejo por familiares ou amigos.
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Construção do crematório pela Igreja Luterana já tinha sido ventilada há um ano

       O agora oficial aval da Câmara dos Vereadores permitirá que o projeto de construção do crematório, acalentado pela Igreja Luterana há algum tempo, enfim torne-se realidade. Há um ano comentou-se no município a intenção da igreja em inaugurar o crematório que, inclusive, disporia na época de aproximadamente R$ 400 mil para a obra. Naquela ocasião, o pastor luterano Armindo Muller, declarou que a idéia “ainda estava amadurecendo”. Para desenvolver o projeto de construção do crematório luterano em Nova Friburgo, membros da igreja realizaram pesquisas que constataram a viabilidade do empreendimento que beneficiará também toda a região circunvizinha, assim como os demais municípios fluminenses.
    A comunidade luterana conheceu o maior crematório da América Latina, Jayme Augusto Lopes, na Vila Alpina, em São Paulo, onde pelo menos 30 corpos são incinerados por dia. A cremação de corpos humanos foi criada na Inglaterra e tornou-se conhecida no Brasil na década de 60 durante a II Guerra quando os fornos industriais desativados na Alemanha foram adaptados para a incineração de corpos, numa demonstração clara de preocupação com a higienização ambiental. Naquela época os europeus aproveitavam-se da inversão térmica (fenômeno comum nas regiões frias) para evitar que a dissipação atmosférica originada dos cadáveres favorecesse a propagação de pestes e epidemias nos campos de concentração.
       A cremação também foi o método mais rápido para dar fim aos corpos das vítimas de bombardeios. Mas, os fornos crematórios já eram muito comuns na Índia, onde chegou-se a fazer incinerações públicas de cadáveres. No Brasil, o hábito de incinerar corpos ainda é motivo de muita rejeição. De acordo com funerárias de Nova Friburgo ainda é bastante pequena a quantidade de corpos que são transportados do município para incinerações no crematório do Cajú.
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