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terça-feira, 6 de abril de 2010

CAMPEONATO CARIOCA – TABELA FINAL



TAÇA RIO – SEMI FINAIS
10 de abril – 16h – Estádio Maracanã
América x Boavista (Taça João Ellys Filho)
10 de abril – 18h30 - Estádio Maracanã
Botafogo x Fluminense
11 de abril – 13h30 – Estádio Maracanã
Bangu x Macaé (Taça João Ellys Filho)
11 de abril – 16h – Estádio Maraacanã
Flamengo x Vasco
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REPESCAGEM
10 de abril – 15h30 – Estádio Romário de Souza Farias
Duque de Caxias x Resende
14 de abril – 15h3-0 – Estádio Municipal do Trabalhador
Resende x Friburguense
17 de abril – 15h30 – Estádio Eduardo Guinle
Friburguense x Duque de Caxias
21 de abril – 15h30 – Estádio Municipal do trabalhador
Resende x Duque de Caxias
24 de abril – 15h30 – Estádio Eduardo Guinle
Friburguense x Resende
28 de abril – 15h30 – Estádio Romário de Souza Farias
Duque de Caxias x Friburguense
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Mendigos tomam conta
do centro da cidade
                   A cena já se repete por toda cidade há alguns anos. Mendigos espalhados nas praças Dermeval Barbosa Moreira, Getulio Vargas e Marcílio Dias (Paissandu), Avenida Alberto Braune e principais ruas do centro. Esse problema muito comum nos grandes centros do país, está se tornando um kaos em Nova Friburgo, porque aumenta praticamente dia a dia. Ninguém sabe de onde eles vêm, dizem que é nos finais de semana eles chegam e não saem mais.

              Seria uma industria da mendicância? É verdade que são comentários e até maldosos, mas há pessoas que afirmam que no final da noite de domingo uma kombi com placa de Nova Iguaçú descarrega mendigos pela cidade. A verdade é que se for feita uma pesquisa em Nova Friburgo, chegaremos em números altíssimos.
            Além do grande contingente de desemprego na cidade, agora os mendigos estão ocupando uma parcela não tão significativa, mas considerável, levando-se em conta a população friburguense e a extensão de um município que se diz turístico ou com vocação turística.
           São pessoas de todas as idades, desde os 9 aos 90 anos, pedindo esmolas nas ruas, abordando as pessoas dentro dos estabelecimentos comerciais do centro da cidade, e em outros locais.
         Os locais em que eles fixam sues pontos são conhecidos: em frente ao Supermercado ABC, na porta da Casa Friburgo, Willisau Center, Banco Real, Livraria Agnus Dei, Catedral São João Batista, antiga Câmara Municipal, coreto da Praça Getulio Vargas, garagem do edifício onde mora o prefeito Heródoto Bento de Mello na rua José Eugênio Muller, ponte da rua Sete de Setembro, atrás do ABC, porta do Banco Itau, porta da Caixa Econômica Federal e etc. Na ponte da rua Sete de Setembro eles fazem fila e alguns são agressivos a ponto de tentar agredir as pessoas quando pedem esmolas e não atendidos. Atrás do ABC, funciona como se fosse um quartel general deles. Na porta da Catedral um rapaz de estatura e idade medianas costuma entrar na igreja , abordar fiéis e, quando não atendido, bradar palavrões.
            Evidentemente que ninguém está querendo proibi-los de pedir, afinal a rua é pública e a situação financeira da cidade não é diferente do país, mas é preciso que as autoridades municipais tomem uma atitude urgente, porque o aumento de mendigos no centro da cidade é um fato público e notório.
            Hoje a cidade não dispõe de um lugar para abriga-los e Nova Friburgo já chegou a ter um local que na época chamou-se de Casa Aberta, para onde os mendigos eram levados. Ali se fazia uma triagem, higiene pessoal, eles recebiam alimentação diária, a coordenação da casa fazia uma triagem até encontrar familiares que pudessem acolhe-los e tira-los das ruas. Mas a Casa Aberta funcionou pouco tempo porque os governos que se sucederam no Palácio Barão de Nova Friburgo não deram continuidade ao projeto.
          As casas de caridade da cidade não atendem essa demanda porque já estão lotadas. A casa dos Pobres São Vicente de Paulo, só recebe idosos portadores de deficiência, mas eles tem que Ter uma família responsável por eles. O Lar Abrigo Amor a Jesus informa que havendo vagas e dentro das características da casa, o Laje recebe somente aqueles que são levados para o Hospital Raul Sertã, mas tem que ser idoso, carente, acima de 60 anos.
           A verdade é que estas casas também tem seus compromissos, tanto a Casa dos Pobres como o Laje tem juntas centenas de internos e muita dificuldade para mante-los, o Laje. Mas o pior ainda está por vir, aqueles mendigos que estão em estado terminal ninguém os recebe e eles acabam morrendo nas ruas. A Secretaria Municipal de Assistência Social, segundo o Secretário Isaac Demani, tem um projeto de criar uma clínica para recebe-los mas ainda está em fase de convênios e somente a partir de meados deste ano poderá funcionar.
         Sobram nesse sentido, as instituições religiosas, católicas, evangélicas e espíritas que fazem o trabalho assistencial mas tem condições de abrigar estas pessoas, pelos motivos que todos já sabemos, entre eles: crescimento populacional, estrutura adequada e etc.
          O perigo maior é a Praça Getulio Vargas e o ideal seria fecha-la como algumas praças no Rio de Janeiro e São Paulo.
       Certamente vai ter gente que vai achar uma medida agressiva, mas é a única forma de conserva-la e ao mesmo tempo evitar os exageros que hoje são observados.
              É bom que fique claro que ninguém, muito menos nós de A VOZ DA SERRA estamos contra quem quer que seja, mas é preciso uma ação rápida e enérgica, eficaz e que venha a preservar a vida de seres humanos que em virtude do kaos financeiro que toma conta do país já há alguns anos perderam tudo na vida, principalmente a dignidade e o alto estima. Entendemos também que não tem sentido falar, apontar o problema se não há uma solução, mas A VOZ DA SERRA ao longo de sua existência sempre procurou colaborar com as autoridades no sentido de encontrar soluções para os problemas de Nova Friburgo e este, no momento é urgente, sério e muito complicado.






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