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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PRESENTE MAL EMBRULHADO = OREM
        O contágio da alegria da juventude brasileira é algo impressionante e que extrapola fronteiras. Num dos encontros mundiais com a juventude , o Papa João Paulo II afirmou, “ a juventude é fonte inspiradora e reveladora”. Nesse sentido, somos movidos por impulso de coragem. No último final de semana seis mil estudantes de medicina, representando cinco modalidades esportivas, lotaram 03 estádios de futebol de campo, cinco ginásios, reunindo 20 faculdades. Foram momentos que teve de tudo: muita alegria, disputas acirradas, muita vivacidade, e, movimentação muito grande em toda cidade. Eles participaram do OREM (Olimpíadas Regionais dos Estudantes de Medicima).
       Tudo muito bonito, comércio lotado, ruas apinhadas de gente de todos os lugares do Estado do Rio de Janeiro, divulgação do nome de Nova Friburgo a nível estadual e nacional. A não ser os pontos disputados e a definição dos campeões, não sabemos quem mais saiu vencedor com os jogos.
      Se é bom para Nova Friburgo, podemos afirmar que sim, pois além de divulgar a cidade, mostra o potencial local no que se refere a organização de mega eventos, principalmente porque a cidade aspira ser uma das sedes da copa do Mundo de 2014 e pólos para as Olimpíadas de 2016.
       Mas nem tudo são flores e as autoridades municipais precisam tomar mais cuidado, porque o que se viu nos últimos cinco dias não foi só beleza, mas também uma mescla de alegria, esportes, baderna e muita falta de respeito.
      Por sermos um povo interiorano, não somos obrigados a presenciar cenas lamentáveis, protagonizadas pelos futuros médicos do nosso estado. Moças com pouca vestimenta bêbadas nas ruas da cidade, rapazes urinando e expelindo vômito em qualquer lugar sem o mínimo escrúpulo; enfim um horror, transmitindo a todos nós muito medo.
       Por volta das 11h de sábado um grupo de estudantes deixavam o Colégio Galdino do Vale, na rua José Tessarollo Santos onde estavam alojados para mais uma jornada de jogos e enquanto um rapaz com um megafone fazia corinhos abusivos contra as pessoas que estavam nas janelas como, “ ei você aí, vem aqui sentar no meu ....”, ‘ mulherada caipira vou f...r vocês todas”. Ao final da tarde de domingo, outro grupo de estudantes deixava o Ginásio Celso Peçanha e um estudante sem camisa e se sunga mostrava sua genitália para as moças da praça dizendo ‘ vem ca, vem ca, eu fazer você g...r”. “ depois mudando o texto e segurando seu órgão dizia “ olha aqui o que tu tenho duro pra vocês”.
       Na tarde de domingo, durante as partidas de futsal o treinador de uma equipe fumava deliberadamente dentro da quadra no banco de reservas de seu time. Que esporte é esse que incentiva o fumo dentro da quadra?
       Na noite de segunda-feira no ginásio Helena Deccache, maconha e cocaína sendo consumidas livremente nas arquibancadas durante os jogos de futebol de salão.
       Na manhã de terça-feira na saída da festa do Country Clube entre 6 e 6h30 da manhã, uma verdadeira selvageria na Avenida Julius Arp, entre a Fábrica de Rendas e a Praça Marcilio Dias (Paissandu) e até as arvores foram sacrificadas sendo jogadas pelas calçadas.
       Na porta do Hipermercado ABC/Compre Bem na noite de terça-feira um verdadeiro festival de lançamento de garrafas e latas de bebidas.
      O portão de saída do Country Clube sentido Recanto Trajano de Almeida, foi o ponto preferido deles para o sexo livre e aberto e moradores das vizinhanças reclamaram muito das cenas que presenciaram com sexo anal e oral, entre casais de estudantes.
      Por todos os lados da cidade o que se viu foram garrafas quebradas, muito lixo, carros lotados de alunos afrontando as pessoas com corinhos obscenos, muito barulho, falta de respeito com uma cidade que os acolheu carinhosamente, certos de que seriam retribuídos com amizade.
       A baderna que eles fizeram nas idas e voltas para as festas noturnas no Counry Clube, note e madrugada a dentro foi algo simplesmente desrespeitoso com uma população que queria descansar.
      Isto posto, é preciso que nossas autoridades municipais, principalmente o Vereador Marcelo Verly, que foi quem nos ofereceu este presente mal embrulhado, tenham mais critério quando trouxer eventos para Nova Friburgo, pois somos sim um povo ordeiro e hospitaleiro, somos uma cidade de interior, mas não somos obrigados a presenciar, sexo, briga, baderna, falta de respeito. Até porque várias cidades do interior do Estado do Rio não quiseram receber estes jogos, tamanha a selvageria protagonizada pelos estudantes.

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